Israel anuncia morte de chefe do Hamas e intensifica controle sobre Gaza

  • Foto: EFE/EPA/SHAWN THEW / POOL -

Netanyahu afirma que eliminação de Mohammed Sinwar é “reviravolta dramática” na guerra

O governo de Israel anunciou nesta quarta-feira (28) que matou Mohammed Sinwar, um dos principais líderes do grupo Hamas e irmão de Yahya Sinwar, apontado como mentor dos ataques de 7 de outubro de 2023. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante discurso no Parlamento israelense.

“Estamos avançando rumo à derrota completa do Hamas. Eliminamos os principais terroristas, incluindo Mohammed Sinwar”, declarou Netanyahu. O primeiro-ministro também afirmou que Israel está assumindo o controle direto da distribuição de alimentos na Faixa de Gaza, com o objetivo de impedir que os mantimentos cheguem às mãos do grupo armado. “Esta é a máquina deles de fazer dinheiro. É isso que alimenta seu exército terrorista”, afirmou.

O grupo Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia e outros países. No ataque de 7 de outubro de 2023, combatentes do grupo invadiram Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram mais de 250.

A nova estratégia israelense de distribuição de ajuda humanitária inclui o uso de tecnologia de reconhecimento facial, coordenada por uma ONG financiada pelos Estados Unidos. No entanto, o modelo tem gerado críticas por parte das Nações Unidas e de organizações internacionais, que alertam para riscos de violação dos princípios humanitários de imparcialidade, independência e neutralidade.

Nesta quarta-feira, a ONU responsabilizou Israel por disparos de advertência que deixaram ao menos 47 palestinos feridos na véspera. A situação humanitária na Faixa de Gaza continua se deteriorando, em meio à escassez de alimentos, colapso dos serviços de saúde e deslocamento forçado da população civil.

Em Israel, familiares dos 58 reféns ainda mantidos em cativeiro há 600 dias realizaram protestos e pressionaram Netanyahu por uma solução. “O senhor está falhando em fazer a única coisa que os trará de volta: declarar o fim da guerra”, afirmou um dos manifestantes.

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